As companhias Anthropic, Google, Meta, Microsoft, Mistral e OpenAI se comprometeram a marcar as respostas de seus chatbots de inteligência artificial para indicar a origem robótica dos textos, em um documento assinado na União Europeia.

Os textos não terão modificações visíveis, mas as marcações estarão nos metadados e serão detectáveis por programas de computador, segundo comunicado da Anthropic, dona do Claude, divulgado nesta terça-feira (11). A empresa ainda vai divulgar como funcionará a ferramenta.

O compromisso terá efeito em âmbito global, apesar de a jurisdição ser restrita aos países do bloco europeu, mostram atualizações dos termos de uso do ChatGPT (da OpenAI) e do Claude feitas nos últimos dias. A única grande empresa do setor que não aderiu ao código de práticas e transparência para conteúdos gerados por IA foi a xAI, pertencente a Elon Musk e desenvolvedora do Grok.

A medida faz os textos gerados pelas máquinas perderem valor, de acordo com pesquisas de mercado. Um levantamento da OpenAI, a criadora do ChatGPT, mostrou, em 2024, que cerca de 30% dos usuários usariam menos a plataforma se os textos contivessem um marcador ativo. "Em vez de uma perda de valor na escrita em si, a hesitação decorre do receio de estigmatização e do afastamento dos usuários", diz o relatório da OpenAI.