Para cumprir legislação europeia, marca d’água invisível vai “carimbar” conteúdo gerado por modelo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Claude, inteligência artificial da Anthropic — Foto: Gabby Jones/Bloomberg O Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic e concorrente do ChatGPT, vai ativar uma marcação de conteúdo em textos gerados por inteligência artificial (IA). A decisão foi anunciada na segunda-feira pela companhia. A mudança atende a nova legislação da União Europeia, a “AI Act”, que obriga as empresas a criarem mecanismos para que o público consiga identificar que tal conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial. De acordo com o comunicado da Anthropic, “os textos gerados conterão marcas d’água incorporadas, e os arquivos gerados incluirão metadados de proveniência assinados digitalmente quando houver suporte para isso". Os metadados funcionam como uma espécie de DNA de documentos, onde aparecem a data de criação, formato, tamanho e origem. A aplicação das marcas só serão realizadas nos modelos lançados após o dia 2 de agosto. Para plataformas anteriores, ainda será necessário um período de ajuste para a atualização dessas versões. A Anthropic não deu datas para que elas ocorram. A dona do Claude disse que vai oferecer, em breve, uma cartilha para os usuários conseguirem detectar as digitais da ferramenta nos conteúdos, como determina a legislação União Europeia. Apesar da companhia atender a legislação do bloco de 27 países, o comunicado afirma que as inscrições serão feitas em todos os países mundo afora: “A marcação será aplicada às saídas dos modelos compatíveis onde quer que o Claude seja oferecido, em todo o mundo”, diz trecho do documento. A marca d’água é imperceptível, mas vai acompanhar o texto quando ele for copiado e colado em qualquer outro lugar, podendo se manter apesar de edições realizadas posteriormente. O Claude também vai incorporar essa marca nos metadados de fotos e ilustrações geradas pelo modelo. O arquivo vai permitir ainda a detecção de adulterações. A Anthropic afirmou ainda que trabalha na disponibilização do mecanismo de detecção, mas não confirmou prazos para oferecer a plataforma. ‘Não é totalmente conclusiva’ Ainda que o modelo insira sua digital em conteúdos que passaram pela plataforma, a Anthropic faz considerações. A empresa afirma que a inserção da marca d’água “indica que o conteúdo foi processado pelo Claude, mas não é totalmente conclusiva”. É que o texto pode até não ter sido criado pela inteligência artifical, mas a plataforma acaba “carimbando” o conteúdo por ter sido apenas “revisado, traduzido, resumido ou convertido em arquivos”. A ausência da inscrição do Claude também não isenta o conteúdo de ter passado por um modelo de inteligência artificial. O comunicado afirma que o conteúdo do Claude pode não apresentar uma marca detectável em caso de modelos sem o suporte para a “digital da IA”, se os trechos forem muito curtos ou misturados, se os metadados forem manipulados e se o conteúdo for produzido por uma plataforma que não ofereça espaço para a inscrição nos metadados.