No acordo firmado em maio e homologado pelo ministro Fux, o DF se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal que garantam que o empréstimo será quitado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O BRB enfrenta uma crise de liquidez por causa do escândalo do Master — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) disse, nesta terça-feira (11), ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu todas as informações necessárias para viabilizar o empréstimo ao Banco de Brasília (BRB). Confira os resultados e indicadores da BRB e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Na semana passada, o Distrito Federal (DF) acusou a União de “omissão” para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC. A manifestação do DF levou Fux a determinar a realização, na quinta-feira (13), de uma nova conciliação para tratar da capitalização do BRB, que enfrenta uma crise de liquidez por causa do escândalo do Master. O FGC disse a Fux que o BRB ainda não enviou o balanço auditado de 2025 e do primeiro semestre de 2026, apesar de cobranças. As informações são necessárias para analisar o empréstimo, afirmou o fundo. “Registramos que o FGC, até o momento, não recebeu, quer por parte do Governo do DF, ou do BRB, a totalidade das informações necessárias à análise do pleito, com destaque para as demonstrações financeiras auditadas referentes ao exercício de 2025 e, a este tempo, do corrente exercício, também as demonstrações financeiras auditadas do primeiro semestre de 2026”, diz. “Trata-se de documentação essencial à validação da situação econômico-financeira da instituição associada e, por conseguinte, à adequada apreciação do pleito formulado. Sem que a análise possa ser concluída pelo FGC, o fundo se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao BRB”, prossegue. Na semana passada, o DF alegou, em pedido feito a Fux, que, decorridos mais de dois meses desde a celebração de um acordo para a capitalização do BRB, não há “deliberação do Fundo Garantidor de Crédito” nem “há cumprimento pela União de seus deveres”. “Não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise, nem há, pela União, o cumprimento das disposições contratuais. Há silêncio”, argumentou. Ministro Dario Durigan rebateu O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu a alegação na quinta-feira (6). Ele disse que é “totalmente descabida” a afirmação de que a União estaria sendo inerte. “A equipe tem feito inúmeras reuniões para viabilizar, sejam as garantias que o GDF ofereceu, seja entender quais os trâmites que devem ser feitos com os bancos e com o FGC. [A equipe] ficou profundamente incomodada com uma declaração desse tipo, que é totalmente descabida”, afirmou. No acordo firmado em maio e homologado por Fux após uma primeira audiência de conciliação, o DF se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal que garantam que o empréstimo será quitado. Já a União, a partir da homologação do acordo, vai alterar os limites do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) para permitir que o DF contraia o empréstimo para capitalizar o BRB. Atualmente, esse limite é de pouco mais de R$ 900 milhões em operações sem garantia da União, por isso precisará ser atualizado para que o DF tome o empréstimo bilionário. Os recursos eventualmente recebidos pelo Distrito Federal em ações cíveis ou criminais envolvendo os prejuízos causados ao BRB e ao ente distrital no âmbito do escândalo do Master serão direcionados, prioritariamente, para quitação do empréstimo.
FGC diz ao STF que não recebeu balanço do BRB, necessário para viabilizar empréstimo
No acordo firmado em maio e homologado pelo ministro Fux, o DF se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal que garantam que o empréstimo será quitado











