Na ata da última reunião de política monetária, comitê afirma ser necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Letreiro do Banco Central do Brasil — Foto: Jorge William/Agência O Globo O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central disse, em ata divulgada nesta manhã, que choques de oferta têm exercido influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva. “O Copom avalia que que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza, mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem”, afirma o documento, que explica a decisão de baixar a Selic de 14,25% ao ano para 14% ao ano em reunião na semana passada. O Copom disse, mais uma vez, que que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. “Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, diz a ata do Copom. Segundo o colegiado, “no contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. Para o Copom, a incerteza com relação ao cenário externo segue em níveis elevados em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Segundo a ata, além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, colaborou para esse cenário de incerteza a “permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos”. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirmou a ata. Inflação ao consumidor Na ata, o Copom também pontua que a inflação para os consumidores desacelerou nos índices mais recentes, mas seguem acima do teto da meta. “A inflação para os consumidores desacelerou nas leituras mais recentes do índice cheio, que permanece em nível superior ao intervalo superior da meta na variação acumulada em 12 meses, enquanto as medidas subjacentes também desaceleraram, situando-se em nível ligeiramente abaixo do limite superior da meta”, diz a ata, que detalha a decisão da semana passada de baixar os juros básicos de 14,25% ao ano para 14% ao ano. “Ainda sob a mesma perspectiva das variações acumuladas em 12 meses nas divulgações mais recentes, os preços aos produtores recuaram, sob forte influência da indústria extrativa, ao passo que as medidas menos voláteis da transformação mostraram ligeira elevação”, segue a ata.
Não se deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, avalia Copom
Na ata da última reunião de política monetária, comitê afirma ser necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem








