Cenário diminui e encarece recursos disponíveis para o mercado de capitais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberto Troster: “O governo demanda mais recursos, e isso eleva o prêmio de risco e os juros para quem toma financiamento” — Foto: Rogerio Vieira/Valor Em trajetória contínua de alta, a dívida pública atravessou neste ano uma fronteira importante: ao atingir 77,2% do PIB em abril superou a fatia do endividamento do setor privado, que inclui famílias e empresas, com 75,7% no mesmo mês, segundo relatório do Centro de Estudos do Financiamento das Empresas Brasileiras (Cefeb), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O movimento revelou um fenômeno clássico na macroeconomia, o “crowding out”, ou efeito de deslocamento, no qual o setor público absorve uma parcela cada vez maior da poupança disponível e dos recursos do mercado financeiro para rolar seus passivos. Como o governo é o tomador de menor risco, ele “expulsa” o setor privado do mercado de capitais e encarece o crédito para o investimento produtivo.
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