Na iminência de um El Niño que deve causar eventos climáticos extremos, o Brasil corre para aumentar sua estrutura da chamada medicina de desastres, setor responsável por planejar e atuar na resposta a catástrofes, como as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024.

O país prepara investimento bilionário com plano para expandir hospitais de campanha e equipes nos grandes centros urbanos, segundo Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde. Na mesma linha, instituições privadas se mobilizam na capacitação de grupos com habilidades específicas para atuar em situações de desastres.

A discussão ganha força na saúde diante de duas possibilidades: tragédias ambientais, decorrentes de chuvas e secas, por exemplo, e o surgimento de novas epidemias, como ocorre atualmente com o surto de ebola na República Democrática do Congo.

A medicina de desastres é uma subespecialidade da emergência, voltada à atuação em ambientes geralmente desestruturados e com a demanda muito além do que o sistema local de saúde pode absorver. Guerras, acidentes aéreos e crises migratórias configuram algumas dessas situações.

Segundo Massuda, o país começou a se estruturar em 2011, com a criação da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) em razão dos deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro.