Temas nacionais são inevitáveis também porque os dois candidatos em São Paulo são dois possíveis futuros candidatos a presidente da República em 2030. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), à esq., e o incumbente, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — Foto: Brenno Carvalho/O Globo Começaram os debates para as eleições para governador e o de São Paulo chamou a atenção porque os temas foram nacionalizados pelos dois candidatos - Fernando Haddad pela esquerda e o governador Tarcísio de Freitas pela direita. É melhor para Haddad do que para Tarcísio nacionalizar a questão, porque ele está em dificuldade, pode perder no primeiro turno, e precisa buscar o apoio de Lula. Para Flavio Bolsonaro, a nacionalização também é boa, pois apoiar Tarcísio é melhor para ele, já que o governador é a força política paulista. Temas nacionais são inevitáveis também porque os dois candidatos são dois possíveis futuros candidatos a presidente da República em 2030. Ainda tem quatro anos pela frente e, se Lula perder, Haddad ficará sem cargo, e se Tarcísio se reeleger, terá uma plataforma forte para se candidatar em 2030. Então é bom para Haddad levar o debate para temas nacionais, mesmo porque ele não tem muito prestígio em São Paulo – ganhou uma e perdeu outra eleição. O debate sempre que for benéfico para um dos candidatos será nacionalizado naturalmente, porque a força dos candidatos a presidente, tanto Lula quanto Flavio é muito grande e é aí que polariza a política nacional, muito mais do que regionalmente. O centro da campanha deste ano será a disputa presidencial entre os dois principais candidatos. Mas é preciso rever a questão dos debates porque está virando comum candidatos não comparecerem, principalmente os que estão à frente nas pesquisas. Lula e Flavio não querem ir nem a debates, nem dar entrevistas. Só o debate presidência vai acabar acontecendo, mesmo assim no segundo turno. Talvez no final do primeiro turno, se tiver muito disputado, não sei se alguém vai querer aparecer.
Temas nacionais vão monopolizar debates regionais
Temas nacionais são inevitáveis também porque os dois candidatos em São Paulo são dois possíveis futuros candidatos a presidente da República em 2030.













