O debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) é uma reprise de 2022, mas pode ser visto também como um trailer para 2030. Ambos, afinal, têm grandes chances, ao menos aos olhos de hoje, para representar os campos bolsonarista e lulista na eleição presidencial daqui a quatro anos.

Eles não se negaram a cumprir esse papel, nacionalizando o encontro em diversos momentos. O governador provocou o ex-ministro da Fazenda sobre o gasto fiscal elevado e chamou sua menina dos olhos, o arcabouço fiscal, de "frouxo".

Jogou sal na ferida ao lembrar o desastre econômico do governo Dilma Rousseff e lançou uma provocação: "Será que não tem que haver uma mudança em Brasília?".

Haddad respondeu com dados macroeconômicos que são um trunfo de Lula: inflação relativamente controlada, desemprego em mínimos históricos e crescimento razoável.

E cutucou o adversário lembrando da relação da família Bolsonaro com o governo Donald Trump e seu papel na imposição de tarifas contra o Brasil. Aludiu também a um dos maiores erros cometidos pelo governador durante seu mandato, a foto com o boné do presidente americano. "O governador tem que colocar o boné certo, o boné do brasileiro", afirmou.