0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeiro debate da campanha para o governo de São Paulo em 2026 entre Tarcísio (à esq.) e Haddad — Foto: Divulgação: Band O terceiro bloco do debate entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista, promovido pela TV Band neste domingo (9), foi marcado por um debate sobre as concessões e privatizações no Estado e pela troca de provocações entre os candidatos. Tarcísio atacou o PT e tentou vincular o partido à corrupção. Haddad criticou a privatização da Sabesp, ressaltou ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado e buscou vincular o adversário ao bolsonarismo e negacionismo. Haddad defendeu parcerias com a iniciativa privada, disse ser autor da lei das Parcerias Público Privadas (PPPs) e afirmou que fez “uma das maiores PPPs na educação que é o Prouni”. “Tem uma onda privatista em São Paulo e tudo está sendo vendido. cemitérios, parques, trilhos, Sabesp vendida 20% abaixo, pedágio instalados de maneira açodada, atabalhoada. O que você corrigiria do seu programa voraz da privatização. Seu secretário falou que vai terceirizar as escolas”, afirmou o candidato do PT. Tarcísio ressaltou a privatização da Sabesp e afirmou que com a venda da companhia de saneamento foi possível aumentar o tratamento de água no Estado. Haddad criticou o aumento da conta de água após a privatização da Sabesp, apesar de Tarcísio ter prometido que isso não aconteceria. “Não dá para esperar que a conta fique congelada”, disse o governador. Em seguida, atacou o governo federal por “falir empresas” e citou os Correios. Em diversos momentos, os dois candidatos trocaram acusações. Ao tentar vincular o candidato do PT à corrupção, Tarcísio citou a Operação Lava-Jato e disse que “PT é igual cupim, onde passa destrói tudo”. Em outro momento, afirmou que o partido deveria fazer uma “mea culpa” sobre irregularidades. “O PT fez um mea culpa?” Haddad criticou o governador por não reconhecer ações do governo federal no Estado. “O Brasil está crescendo e São Paulo está ficando para trás. Precisamos recuperar o protagonismo”, disse. O ex-ministro associou Tarcísio ao bolsonarismo e ao negacionismo. Afirmou ainda que o grupo político do governador é contra vacinas, em um momento em que o Estado enfrenta um surto de sarampo. “Haddad: Tem um problema com vocês que é o negacionismo. Nega a mudança climática, vacina. Seu grupo político está fazendo propaganda agora na internet com um surto de sarampo.”