Sessão é marcada por cautela e aversão a risco; falta de direcionadores aumenta volatilidade do índice 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da B3, em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg As incertezas em torno das negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz impulsionaram o contrato mais negociado do petróleo do tipo Brent para acima de US$ 80 novamente, o que elevou a cautela e a aversão a risco nos negócios nesta segunda-feira. À espera de dados de inflação no Brasil e nos EUA e sem grandes direcionadores locais ou externos, o Ibovespa teve dificuldade em adotar uma direção única durante a maior parte do pregão - movimento que só ocorreu perto do fechamento ao encerrar em queda. A alta expressiva da Petrobras e os ganhos da Vale não foram capazes de manter o índice no campo positivo diante da queda de bancos e das ações cíclicas domésticas. Assim, após oscilar entre 171.524 pontos e 172.936 pontos, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,19%, aos 172.180 pontos. Entre as blue chips, as PN da Petrobras fecharam em alta de 3,33%, figurando entre as maiores altas do Ibovespa. Outros papéis de petroleiras também registraram forte avanço em um dia de ganhos expressivos do petróleo, caso de Prio (+6,60%) e PetroReconcavo (+4,99%). O dia também foi positivo para as ON da Vale, que subiram 1,28%. Já os bancos cederam em bloco, com destaque para as PN do Itaú Unibanco, que perderam 0,81%. As ações da Embraer chegaram a liderar as maiores altas do Ibovespa e subir até os R$ 101,22, após a empresa apresentar o balanço do segundo trimestre, mas perderam força ao longo da tarde. Ainda assim, o papel encerrou com ganhos de 2,31%, a R$ 94,66. Segundo analistas da XP, a companhia teve um desempenho robusto no segundo trimestre, com números que superaram as expectativas e ajudaram a dissipar as preocupações do mercado em relação à trajetória de rentabilidade da fabricante de aeronaves. Sem avanços concretos nas tratativas entre Irã e EUA, Teerã reafirmou que está próximo de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, mas agências internacionais reportaram que a retomada estaria condicionada ao cumprimento de uma série de obrigações pelos Estados Unidos, o que deixou investidores céticos sobre a normalização do fluxo de energia. Além disso, os Houthis do Iêmen deram continuidade aos ataques no Mar Vermelho. Com a alta do petróleo e as preocupações inflacionárias no radar, os juros futuros subiram, o que afetou em cheio as ações cíclicas domésticas, que responderam pelas maiores quedas do pregão. No fim, Vamos ON cedeu 5,52%, Yduqs ON recuou 5,28%, Hapvida ON perdeu 4,36%, e RD Saúde exibiu baixa de 4,15%. Embora as incertezas sobre o conflito no Oriente Médio tenham voltado a crescer no pregão, a equipe do J.P. Morgan pondera que o prêmio de risco associado à guerra está recuando novamente. Para a equipe, o movimento ocorre à medida que os mercados deixam de precificar uma "interrupção prolongada no Estreito para focar em um cenário de reabertura controlada", com o fluxo de notícias concentrando-se cada vez mais em um possível acordo de desescalada entre EUA e Irã e em um pacto para a reabertura total. Embora os detalhes sejam escassos, a reação dos preços tem sido direta: o petróleo Brent recuou da faixa de US$ 100/barril para cerca de US$ 80-85/barril. "O próximo fator decisivo é a execução, não a retórica. Se o trânsito se normalizar de forma consistente, o prêmio permanecerá contido. Caso mecanismos de controle e fiscalização voltem a gerar atritos, prevemos uma rápida recomposição do prêmio", diz a equipe do banco. Hoje, o volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 17,7 bilhões e de R$ 24,0 bilhões na B3. Em Nova York, os principais índices também encerraram no vermelho: o Nasdaq perdeu 0,34%, o S&P 500 fechou estável (-0,06%), e o Dow Jones recuou 0,11%.
Ibovespa fecha em queda com aversão global a risco, mas alta de Petrobras e Vale limita perdas
Sessão é marcada por cautela e aversão a risco; falta de direcionadores aumenta volatilidade do índice






