Bancos, por outro lado, cederam em bloco, especialmente as units do Santander, que recuaram 1,19% Ibovespa cede com menor apetite por risco, mas avanço da Petrobras e da Vale limita perdas — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg A retomada dos preços do petróleo para acima da marca simbólica de US$ 100 gerou mau humor no mercado global, o que pressionou os ativos de risco desde a abertura dos negócios nesta quinta-feira. A abertura de novas frentes de combate entre Estados Unidos e Irã, com o ataque dos houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho, elevou os receios sobre a dificuldade de escoamento da commodity. Além disso, novas promessas de retaliação do presidente americano, Donald Trump, ajudaram a aumentar o prêmio de risco nos mercados. O desempenho da bolsa local só não foi pior devido à alta das ações da Petrobras e da Vale, que ajudaram a atenuar as perdas. Após oscilar entre os 176.293 pontos e os 177.896 pontos, o Ibovespa encerrou do dia em queda de 0,46%, aos 176.724 pontos. O volume financeiro negociado pelo índice foi de R$ 15,5 bilhões e de R$ 21,0 bilhões na B3. Entre as blue chips, as PN da Petrobras tinham alta de 0,87%, enquanto as ON ganhavam 1,67%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros. Da mesma forma, as ON da Vale subiam 0,77%, ampliando o movimento positivo da véspera, quando os papéis subiram quase 4% após o resultado operacional da companhia no segundo trimestre surpreender analistas. Bancos, por outro lado, cediam em bloco, especialmente as units do Santander, que recuavam 1,19%. Embora o desempenho negativo recente do Ibovespa tenha levado o índice para um múltiplo de preço sobre lucro atrativo, a bolsa permanece "cara" quando comparada à renda fixa, o que deve continuar a reduzir o apetite por risco dos investidores, afirma o CEO da Tenax Capital, Alexandre Silvério. "O múltiplo [preço sobre lucro] da bolsa está "barato", mas ela está "cara" quando comparada à NTN-B [títulos públicos atrelados à inflação], que está pagando juros acima de 8%", diz. Entre as maiores quedas do pregão ficaram as ações cíclicas domésticas, que foram afetadas pela alta do juro futuro. O destaque negativo ficava para as ON da Hapvida, que perderam 8,08%. O desempenho local foi um pouco menos expressivo do que o visto em Wall Street. Por lá, o Nasdaq recuou 2,15%; o S&P 500 perdeu 1,21%; e o Dow Jones exibiu baixa de 0,97%.
Ibovespa cede com menor apetite por risco, mas avanço da Petrobras e da Vale limita perdas
Bancos, por outro lado, cederam em bloco, especialmente as units do Santander, que recuaram 1,19%
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