Imagem estava no celular do senador apreendido pela PF e mostra parlamentares na piscina com Willer Tomaz, que foi alvo de operação na semana passada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Weverton Rocha — Foto: Lula Marques/Agência Brasil O senador Weverton Rocha (PDT-MA) pediu à Mesa do Senado Federal, presidido pelo seu aliado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que apure o vazamento de uma imagem que mostra parlamentares ao lado do advogado Willer Tomaz, alvo de busca e apreensão no âmbito da investigação das fraudes no INSS. A foto foi divulgada pela revista Piauí no sábado (8). Nela, deputados e senadores de diversos partidos aparecem em uma piscina ao lado de Tomaz. Em ofício enviado no sábado, Weverton argumentou que o vazamento da imagem viola a intimidade e a vida privada de pessoas que não teriam relação com as investigações — nesse caso, os parlamentares que aparecem ao lado do advogado. Para o senador, a divulgação dessa foto também atinge diretamente o Parlamento. "A gravidade é dupla. No plano individual, a divulgação de material íntimo protegido por segredo de justiça viola a intimidade e a vida privada, o sigilo dos autos e a presunção de inocência, podendo configurar, em tese, o crime de violação de sigilo funcional. No plano institucional, o vazamento seletivo de imagens e de tratativas envolvendo membros do Congresso Nacional atinge o próprio Parlamento: expõe indevidamente parlamentares não investigados, prestasse ao constrangimento e sugere instrumentalização político-seletiva de material sigiloso", informa o requerimento. A imagem foi obtida pela Polícia Federal (PF) no celular de Weverton, que foi apreendido pela corporação em busca e apreensão contra o senador no fim do ano passado. Além de solicitar que o Senado envie ao Ministério da Justiça e Segurança Pública envie um requerimento de informação e combata o vazamento dos materiais da Operação sem Desconto, o documento do senador pediu que a Advocacia da Casa represente as autoridades que aparecem na imagem e que a Mesa postule a preservação das provas e o não compartilhamento das provas do caso. Até o momento, o material obtido no celular do senador está sob segredo de justiça. Em nota à revista Piauí, o advogado Willer Tomaz repudiou a divulgação da foto e disse que ela se refere a um evento particular na propriedade dele em 2023. O advogado ainda voltou a afirmar não ter relação com os fatos envolvendo a Operação Sem Desconto.