A Polícia Federal apontou a existência de comunicações reiteradas entre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins durante o período em que o magistrado relatou uma investigação relacionada a um homicídio em São Luís.
A suspeita da PF é de que houve tentativa de interferência do senador nesse inquérito, que investiga se o homicídio está ligado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão, atual presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão. Ele é sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).
Atualmente, o caso está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), devido às suspeitas sobre Weverton. A menção aos telefonemas está em uma decisão de Dino sobre o caso tornada pública nesta sexta-feira (14).
Procurado, o senador não se manifestou. O ministro do STJ, que não é investigado formalmente, também foi procurado e não se posicionou.
As comunicações foram identificadas pela PF a partir de uma análise do celular de Weverton apreendido no ano passado na operação que investiga suspeitas de desvios relacionados ao INSS —Dino pediu que André Mendonça, relator do caso, compartilhasse os dados com a investigação do Maranhão.








