Familiares do parlamentar e defensor Willer Tomaz foram alvos de nova fase de operação sobre fraudes no INSS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Weverton Rocha (PDT-MA) — Foto: Roque de Sá/Agência Senado A Polícia Federal investiga uma suposta rede de lavagem de dinheiro que seria usada pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz no suposto esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões no INSS. O inquérito aponta a existência, ao menos desde 2023, de um grupo que incluía empresas "interpostas", sociedades patrimoniais e postos de combustíveis. O defensor e familiares do parlamentar foram alvos de uma operação da PF nesta terça-feira, Segundo os investigadores, as contas bancárias dos postos eram supostamente usadas no esquema para a compra de propriedades rurais, pagamento de terrenos e maquinário agrícola, e repasses a empresas que eram usadas para disponibilizar valores ao senador. Segundo a PF, a responsável pela gestão operacional e financeira dos postos era a filha de Weverton. A corporação diz que ela cuidava dos saldos das contas, organização de listas de pagamentos, transferências, encaminhamento de comprovantes, tratativas com contadores e execução de ordens do pai por intermédio das contas dos postos. Na decisão em que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a hipótese levantada pela PF é que Weverton e Willer atuaram para "ocultar ou dissimular a origem, a movimentação, a disponibilidade, a propriedade e a titularidade real de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais antecedentes, mediante empresas interpostas, contas pessoais e familiares, postos de combustíveis, sociedades patrimoniais, contratos, registros contábeis, numerários em espécie e ativos formalmente dissociados de seu possível beneficiário econômico". A Polícia Federal cumpriu ao todo 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no Distrito Federal e no Maranhão. "As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos", informou a PF em nota. Uma máquina de contar dinheiro foi encontrada na casa de um dos alvos da operação. Em nota, o advogado Willer Tomaz afirmou que "não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal", e ressaltou que a operação "decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público". Em dezembro do ano passado, o senador Weverton Rocha foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão de uma fase da operação Sem Desconto. A Polícia Federal afirmou que o senador teria se beneficiado de recursos desviados do INSS. A representação policial informava que Weverton era "liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras" de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", peça-chave no esquema de descontos indevidos. Na ocasião, o senador disse em nota que "recebeu com surpresa a busca na sua residência" e que "com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral à decisão". Em maio, O GLOBO mostrou que um dos principais personagens do escândalo das fraudes no INSS, o "Careca do INSS", esteve na casa do senador, em Brasília, durante um "costelão" (churrasco de costela). Os dois também já se encontraram no Senado.
PF investiga suposta rede de lavagem de dinheiro usada por Weverton Rocha e advogado com postos de combustível e agro
Familiares do parlamentar e defensor Willer Tomaz foram alvos de nova fase de operação sobre fraudes no INSS













