A Polícia Federal foi às ruas, na manhã desta terça-feira 4, para uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de fraudes em descontos indevidos sobre benefícios do INSS. Desta vez, a ofensiva tem como foco suspeitas de lavagem de dinheiro e atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), além do advogado Willer Tomaz. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi aberta após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas atípicas. Os investigadores apuram se recursos ligados ao esquema teriam sido ocultados por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo. O objetivo é rastrear a origem e o destino dos valores, esclarecer a finalidade dos repasses e individualizar a conduta de cada investigado.
Embora parentes do senador estejam entre os alvos das buscas desta terça, Weverton já havia sido alcançado por uma fase anterior da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao congressista e chegou a pedir sua prisão preventiva, mas a medida foi rejeitada pelo ministro André Mendonça. As investigações prosseguiram e, em julho deste ano, a PF concluiu o primeiro inquérito relacionado ao braço da operação que apura irregularidades envolvendo a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), com 48 indiciamentos. Entre eles estão ex-dirigentes do INSS, empresários e um deputado federal.











