* Por Mario Marchetti

A inteligência artificial entrou definitivamente na rotina das empresas. Em pouco tempo, deixou de ser uma tecnologia experimental para a sumir um papel central nas operações, atendimento, produtividade e tomada de decisão. Assistentes virtuais respondem dúvidas, resumem documentos, geram conteúdo, analisam dados e automatizam processos em uma velocidade que parecia inimaginável há pouco tempo. Ao mesmo tempo, uma corrida tecnológica se instalou em praticamente todos os setores da economia. Quem oferece a IA mais rápida? Quem responde melhor? Quem tem o modelo mais avançado?

Embora essas perguntas ainda sejam relevantes, acredito que elas deixam escapar um ponto fundamental: responder bem está deixando de ser um diferencial. À medida que os modelos de linguagem evoluem e se tornam amplamente acessíveis, a qualidade das respostas tende a se tornar uma commodity. Em pouco tempo, empresas de diferentes portes poderão utilizar tecnologias semelhantes para oferecer atendimento automatizado, criar conteúdo ou apoiar a tomada de decisões. A vantagem competitiva, portanto, deixará de estar na capacidade de responder perguntas e passará a depender de algo muito mais valioso: a capacidade de lembrar.