Nos últimos anos, a inteligência artificial entrou no cotidiano dos consumidores principalmente por meio de conversas. Chatbots passaram a responder dúvidas, resumir textos, criar imagens, escrever mensagens e auxiliar em pesquisas. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot ajudaram a popularizar uma tecnologia que, até pouco tempo atrás, parecia restrita a laboratórios e empresas especializadas. O próximo passo, porém, não depende apenas de respostas mais sofisticadas. A expectativa do mercado é que a IA consiga fazer mais coisas depois de receber um pedido.

Essa mudança começa a aparecer na forma como empresas estão avaliando seus próprios projetos de inteligência artificial. Em vez de perguntar apenas onde é possível colocar IA, organizações passam a buscar problemas concretos que possam ser resolvidos com a tecnologia. Um levantamento da Boston Consulting Group publicado em julho de 2026 mostra que quase nove em cada dez CEOs consultados já identificam algum ganho de receita ou redução de custos em áreas específicas com o uso de IA. Ao mesmo tempo, mais da metade afirma encontrar dificuldades para transformar esses resultados pontuais em impacto financeiro em escala. O desafio, portanto, deixou de ser apenas adotar a tecnologia e passou a ser fazer com que ela funcione dentro dos processos reais das empresas.