"A vida é um bumerangue, não revide". O ensinamento, repetido com persistência para os filhos, era o alicerce de Adriane Aparecida Rosa dos Reis. Para ela, a bondade sempre foi escolha consciente e a única resposta diante das adversidades, fossem elas os desafios da rotina exaustiva ou o tratamento contra uma doença implacável.
Com a determinação de quem sabia que "se chorar adiantasse, vivia chorando", Adriane transformou a própria existência em uma lição de resiliência, marcada por olhos azuis que não perdiam o brilho nem mesmo diante da dor.
Nascida em 19 de agosto de 1972, na Vila Guilhermina, zona leste de São Paulo, Adriane cresceu entre as brincadeiras de rua e as responsabilidades precoces. Filha de Oswaldo e Doraci, foi a irmã do meio que ajudou a criar o caçula e que, desde cedo, demonstrou o foco que a levaria longe.
Na adolescência, entre bolinhos de chuva e a memorização de 500 verbos irregulares em inglês com a melhor amiga, Viviane, ela já desenhava um futuro de dedicação aos estudos.
Sua trajetória profissional começou de forma quase providencial: ao dar aulas particulares a um estudante, foi indicada pela mãe do jovem para ser recepcionista no laboratório Amico. Ali, o contato com o ambiente de pesquisa despertou uma paixão que a levou à faculdade de biologia na São Judas Tadeu.








