Conselho de Segurança do governo iraniano disse que rota não será aberta até que os EUA corrijam seu comportamento, enquanto os Emirados Árabes acusam Teerã de atacar petroleiro na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navios ancorados no Estreito de Ormuz — Foto: AFP O Irã endureceu suas exigências para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo informações do The Guardian, justamente no momento em que os Emirados Árabes denunciaram um ataque de míssil iraniano contra uma de suas embarcações, mostrando que um acordo sobre a via marítima ainda está longe de se concretizar. De acordo com a reportagem, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o estreito só voltará a operar normalmente quando os Estados Unidos mudarem sua postura. A emissora estatal iraniana divulgou uma declaração do secretário do conselho e comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Bagher Zolghadr, que lista uma série de condições: O fim definitivo de ameaças e da guerra contra o Irã e seus aliados na regiãoSuspensão do bloqueio naval aos portos iranianosRetirada das tropas americanas da áreaReparação total pelos danos da guerraFim das sanções e liberação sem condições dos ativos iranianos congelados Os EUA não se pronunciaram até o momento. Segundo a reportagem, pelo entendimento provisório fechado em junho, um cronograma para encerrar as sanções e um plano de compensação ficariam para a etapa final das negociações, que também trataria dos recursos congelados. Sinais mistos por parte do Irã O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi disse neste sábado que as partes estão perto de fechar um entendimento sobre navegação, principalmente quanto à definição de uma rota de trânsito, mas ressaltou que a reabertura efetiva do estreito depende de outros fatores. Segundo suas declarações em redes sociais, citadas pelo jornal, o impasse decorre do que ele classifica como descumprimento do acordo provisório pelos americanos. Omã, que media o conflito, informou que as conversas seguem em clima "positivo e construtivo" e condenou os ataques contra embarcações na região. O Irã mantém um bloqueio ao estreito e pretende cobrar taxas de passagem, tendo atacado repetidamente navios acusados de tentar evitar essa rota. Os EUA rejeitam qualquer cobrança iraniana, ainda que o acordo de junho preveja que Teerã e Omã, também banhado pelo estreito, definam juntos a futura administração da via. O prazo de 60 dias para um acordo final vence em pouco mais de uma semana, mas é passível de prorrogação, e o Irã afirma estar perto de selar um entendimento paralelo com Omã sobre a gestão do estreito. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, avaliou que este é o momento mais favorável para um acordo e citou "coesão" e a "força" que, segundo ele, o país demonstrou no conflito. Antes uma rota de livre navegação, os ataques constantes na região provocaram o fim do cessar-fogo de abril e levou os mediadores a pressionar as partes a retomarem os termos combinados em junho. O estreito, essencial para o fluxo global de petróleo e gás, segue com tráfego reduzido de navios.