O Dia dos Pais de 2026 será o último celebrado sob a regra que limita a licença-paternidade a cinco dias. A partir de 2027, o período de afastamento será ampliado gradualmente, até chegar a 20 dias em 2029.
Sancionada em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a lei 15.371 amplia a licença e cria o salário-paternidade no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os dias extras de afastamento serão pagos inicialmente pelos empregadores, que deverão ser ressarcidos pela Previdência Social. A forma de operacionalização do reembolso ainda depende de regulamentação.
Ton Kohler com seus dois filhos, Pedro, 11, e Mariana, nove; ele perdeu a mãe dos filhos em 2018 e, desde então, cria os dois sozinho. Diz que se tivesse tido mais tempo de licença seria 'fantástico' - Ton Kohler no Instagram
Darwin Grein, CEO da consultoria Juntxs e especialista em desenvolvimento humano e organizacional, afirma que as licenças têm aumentado em todo o mundo. Segundo ele, a tendência de longo prazo envolve não só adequação à legislação, mas promoção de bem-estar e retenção de talentos.
"É um ativo potencialmente valioso para promoção do bem-estar da força de trabalho. Com uma geração mais preocupada com rotinas flexíveis, não é uma surpresa que os debates de 1988, ainda na criação da licença-paternidade de cinco dias, tenham reconquistado o seu espaço 38 anos depois", afirma.











