O coronel da reserva do Exército Rubens Pierrotti Jr. foi condenado pela Justiça Militar no processo em que é acusado pelo Ministério Público Militar (MPM) de crítica indevida e de ofensa às Forças Armadas, por causa de um romance cujos personagens são generais envolvidos com corrupção e malfeitos e de declarações em entrevistas que deu para divulgá-lo.
Composto por um juiz togado e quatro generais, o Conselho Especial de Justiça da 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, primeira instância da Justiça Militar da União, no Rio, o condenou na quinta (6) por 4 votos a 1.
O juiz federal que presidiu o julgamento, Jorge Marcolino dos Santos, deu o primeiro voto e absolveu Pierrotti das duas acusações, baseadas nos artigos 166 e 219 do Código Penal Militar, mas em seguida quatro generais de brigada (Eduardo da Veiga Cabral, João Paulo Zago, Ruy Terra Filho e Maurício Ramos de Resende Neves) votaram pela condenação do coronel.
Como ele foi condenado pela pena mínima (menor do que dois anos), lhe foi concedida sursis, suspensão condicional da pena desde que cumpra uma série de requisitos por dois anos. Pierroti vai recorrer ao STM (Superior Tribunal Militar) e, em caso de nova derrota, está disposto a levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.












