A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Dinavisa, autoridade sanitária do Paraguai, devem assinar nos próximos dias um memorando de entendimento para ampliar a troca de informações sanitárias entre os dois países, segundo afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, em entrevista à Folha na quarta-feira (5).

Apesar da aproximação entre as autoridades, a Anvisa afirma que o novo documento não cria uma autorização especial para produtos fabricados no Paraguai entrarem no mercado brasileiro, como as canetas emagrecedoras paraguaias.

"Temos um trabalho de muita proximidade com a autoridade paraguaia. O que estamos fazendo agora é um avanço nessa aproximação. O novo memorando de entendimento deve ser assinado nos próximos dias. Não estamos falando em meses, mas em dias. Queremos melhorar o perfil de segurança dos produtos distribuídos no mercado brasileiro", disse Safatle.

O novo instrumento ocorre em meio ao aumento da circulação de medicamentos produzidos ou comercializados no Paraguai que chegam ao Brasil sem autorização da Anvisa, entre eles canetas paraguaias vendidas como versões de tirzepatida —princípio ativo do Mounjaro, fabricado pela farmacêutica Eli Lilly, detentora da patente e, portanto, a única autorizada a produzir e comercializar o remédio no Brasil.