A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Dinavisa, autoridade sanitária do Paraguai, assinaram nesta quinta-feira (20) um acordo para troca de informações e combate a produtos ilegais. O documento substitui um memorando firmado em março de 2024 e passa a valer por cinco anos.
O novo texto prevê troca de informações, incluindo testes laboratoriais, apoio a ações de controle nas regiões de fronteira e cooperação para combater falsificação, contrabando e circulação irregular de produtos.
O acordo foi antecipado pela Folha em 7 de agosto, após entrevista concedida pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, ao jornal. Ele afirmou que o obejtivo do novo memorando é "melhorar o perfil de segurança dos produtos distribuídos no mercado brasileiro". Disse, ainda, que a parceria não criará exceção para a entrada de canetas paraguaias no país.
"Temos um trabalho de muita proximidade com a autoridade paraguaia. O que estamos fazendo agora é um avanço nessa aproximação", disse Safatle, na ocasião.
A negociação ocorre em um momento de aumento da circulação, no Brasil, de medicamentos produzidos ou comercializados no Paraguai que não têm autorização da Anvisa, entre eles produtos vendidos como versões de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly.







