O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) suspendeu parte da proteção que blindava o Grupo Itajobi de execuções de dívidas. O complexo sucroeergético controla as usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo e tenta reestruturar um passivo de R$ 3,7 bilhões.
A decisão do desembargador Rui Cascaldi atende a um recurso movido por um único credor, a VA&E Trading do Brasil, e vale enquanto o caso não é julgado em definitivo. Na prática, ela retira desse credor específico a suspensão que havia sido concedida ao grupo em relação a cerca de 4.000 credores.
A VA&E poderá penhorar 15% da produção diária das usinas do grupo e bloquear valores que antes haviam sido liberados para as empresas. Para o magistrado, as companhias ainda não comprovaram reunir condições para acessar o processo de reestruturação.
Em nota, o escritório Martinez & Associados, que representa o Grupo Itajobi, criticou a decisão. Para os advogados, o tribunal se prendeu a uma análise superficial de exigências formais e não levou em conta o impacto da medida, favorecendo apenas um credor. Isso quebra a igualdade de tratamento antes da negociação coletiva.
A estratégia do grupo é negociar diretamente com os credores antes de recorrer a um pedido formal de recuperação judicial, com uma audiência de mediação já marcada para o próximo dia 24.









