Como a decisão que concedeu a RJ, em 2025, é monocrática, as partes podem recorrer para análise do órgão colegiado do Tribunal Foto: Ambipar/Divulgação A 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou, por unanimidade, os recursos de três credores da Ambipar que questionam a concessão da recuperação judicial ao Grupo, dizem fontes à Broadcast. O julgamento, do processo que tramita em segredo de justiça, aconteceu nesta terça-feira. PUBLICIDADEO tema, porém, ainda deve ser revisitado pela Corte na análise de outros recursos com o mesmo pedido. Segundo interlocutores do processo, foram apresentados agravos de instrumento por outros credores, como Bradesco, Banco do Brasil e Banco ABC. Os debenturistas também recorreram da concessão da RJ e aguardam julgamento. Como a decisão que concedeu a recuperação judicial, em outubro de 2025, é monocrática, é direito das partes recorrerem para análise do órgão colegiado do Tribunal. A expectativa, porém, pode ser frustrada com o resultado dos primeiros recursos analisados nesta terça. Os recursos rejeitados hoje pelo tribunal foram apresentados pelos bancos BMG, Santander e Itaú. De acordo com documentos aos quais Broadcast teve acesso, os credores pedem a suspensão e a posterior reforma da decisão que concedeu a recuperação judicial sob diversos argumentos.CompetênciaPublicidade Entre eles, alegam que a Justiça do Rio de Janeiro não é competente para julgar o caso e que não há requisitos legais para o deferimento do processamento da recuperação judicial, uma vez que não foi comprovada a crise econômico -financeira generalizada e nem feita a apresentação completa dos documentos exigidos pelos artigos 48 e 51 da Lei de Recuperação Judicial e Falências (LRF).O relator do caso é o desembargador Mauro Pereira Martins. No voto que a reportagem teve acesso, que ganhou por unanimidade, o magistrado não deu razão aos credores, entendendo que a Ambipar cumpriu com os requisitos previstos na legislação.A Ambipar entrou em recuperação judicial no ano passado, acusando um passivo de R$ 10,5 bilhões e tem os detentores de títulos emitidos no exterior com a maior parte dos créditos, de cerca de R$ 5 bilhões. Os investidores de debêntures têm R$ 3 bilhões e um grupo de bancos o montante de R$ 2 bilhões. Em outubro de 2025, a juíza Caroline Fonseca, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, deferiu o processamento da recuperação judicial do grupo. A magistrada reconheceu que ficou evidenciada a crise financeira após os contratos de derivativos (swap) originalmente firmados com o Bank of America e transferidos ao Deutsche Bank terem sido aditados, com o início de cobrança de quantias a título de ajustes de margem. Ela avaliou que a partir disso foi desencadeada uma reação em cadeia por parte de outras instituições financeiras movidas pelo receio de inadimplemento da Ambipar.PublicidadeA Broadcast entrou em contato com a Ambipar e com os bancos BMG, Santander e Itaú, que não se pronunciaram até a publicação da matéria.
TJ-RJ rejeita recurso de credores contra a recuperação judicial da Ambipar
Os recursos rejeitados pelo tribunal foram apresentados pelos bancos BMG, Santander e Itaú











