O Grupo Itajobi, complexo sucroeergético que controla as usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo, instaurou pedido de mediação empresarial no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e ajuizou medida cautelar antecedente para reestruturar um passivo de R$ 3.761.509.460,21.
A iniciativa busca uma solução negociada antes e independentemente de eventual pedido de recuperação judicial. O grupo mantém unidades em Marapoama, Pontal, Morro Agudo e Cerqueira César/Avaré.
Segundo William Matheus Martinez, advogado que assessora o grupo, a mediação antecedente evita o desgaste de um processo formal de recuperação judicial, que pode se estender por anos e corroer valor da operação. Ele afirma que o setor sucroalcooleiro costuma recorrer à recuperação judicial apenas como último recurso, quando o caixa já está comprometido e resta pouca margem de negociação.
A reestruturação ocorre em meio a uma deterioração conjuntural do setor: o custo da tonelada de cana atingiu patamar recorde na safra 2025/26, o ATR recuou, o açúcar cristal branco caiu para menos de R$ 100 por saca de 50 kg. Tal piso não é visto desde 2020. O etanol de milho já responde por cerca de um terço do mercado nacional de etanol combustível.








