É certa convenção de escrita evitar usar exclamações em excesso. Esqueça isso. Como é seu costume, José Simão, colunista da Folha, enche "Waly Simão É uma Voz Alta" desses sinais, que no livro parecem mostrar a surpresa que sente ao revisitar as próprias memórias dos anos do desbunde.

O projeto surgiu quando o jornalista e editor Matinas Suzuki Jr. convidou Simão a escrever sobre a sua amizade de quase quatro décadas com o poeta Waly Salomão, morto em 2003, para sua editora, a Casa Matinas, em outubro do ano passado. Daí então, Simão acordava todo dia por volta das 5h30 e gastava um tempo tentando pescar episódios do passado em sua memória.

"É um livro afetivo, feito das memórias do coração", afirma o escritor que, pouco afeito à burocracia das checagens, confiou nas suas lembranças. "Uma amiga minha diz que livro de lembranças é assim, você lembra até do que não aconteceu."

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