A divulgação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2025 trouxe uma boa notícia: o Brasil avançou em todas as etapas avaliadas, embora os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio não tenham atingido em 2025 as metas previstas inicialmente para 2021. Nos anos iniciais, o índice alcançou 6,3, superando a meta de 6,0. Nos anos finais, chegou a 5,3, abaixo da meta de 5,5.
Já o ensino médio atingiu 4,5, enquanto a meta é de 5,2. Esse cenário é relativamente positivo diante dos desafios impostos pela pandemia, mas evidencia que o país ainda tem um longo caminho para alcançar a qualidade educacional desejada. Esse desafio passa não apenas pela melhoria da aprendizagem, mas também pela preservação da credibilidade dos indicadores que utilizamos para medi-la.
Para além do avanço nacional, os resultados revelaram um fenômeno atípico que precisa ser debatido com seriedade: as escolas com os maiores índices do país estão concentradas quase exclusivamente no Ceará e em Alagoas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, os números impressionam. Das 421 escolas com Ideb igual ou superior a 9,0, 381 pertencem a esses estados.
Mais surpreendente ainda: as 77 escolas que alcançaram Ideb 10 estão todas localizadas no Ceará e em Alagoas. Nos anos finais do ensino fundamental, o padrão se repete. Das 53 escolas com Ideb igual ou superior a 9,0, todas pertencem a esses dois estados.












