A divulgação do Ideb de 2025 traz menos novidades do que parece. Os estudantes brasileiros continuam aprendendo menos à medida que avançam na educação básica: o índice cai de 6,3 nos anos iniciais para 5,3 nos finais e 4,5 no ensino médio. Como costuma ocorrer quando um indicador vira a meta, as redes aprenderam a subir no índice pelo caminho mais curto: aprovar mais.
Entenda o Ideb, que mede a qualidade da educação no Brasil
Em 20 anos, o rendimento, ou seja, a redução da reprovação e do abandono, respondeu por 54% do crescimento do Ideb da rede pública nos anos finais e por 67% no ensino médio. Só nos anos iniciais a aprendizagem foi o motor principal. Não por acaso, foi lá que o país mais avançou.
Esse caminho se esgotou. Com a aprovação perto do teto, o que resta para mover o índice é ensinar.
Que ninguém leia aqui uma defesa da reprovação. Reprovar é ruim: não recupera a aprendizagem perdida e empurra o aluno para o abandono. Em 2005, 1 em cada 4 estudantes dos anos finais da rede pública não era aprovado; corrigir esse desperdício foi uma conquista, não um truque. O atalho não está em aprovar mais, mas em aprovar mais sem ensinar mais.












