Carteira de projetos em desenvolvimento soma 14 empreendimentos, dos quais quatro estão no Brasil e os outros 10 estão distribuídos por Chile, Colômbia e Peru 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Receita Anual Permitida (RAP) estimada dos projetos é de R$ 1,3 bi, segundo a companhia — Foto: Daniel Acker/Bloomberg A Alupar está vivendo seu maior ciclo de investimentos, com aportes estimados em R$ 10 bilhões nos próximos anos, mas mantém apetite para novas aquisições em leilões, disse ao Valor o diretor de relações com investidores Luiz Coimbra. A carteira de projetos em desenvolvimento, com entrada em operação prevista até 2031, soma 14 empreendimentos, dos quais quatro estão no Brasil e os outros 10 estão distribuídos por Chile, Colômbia e Peru. Leia mais:Alupar tem lucro líquido regulatório de R$ 159 milhões no 2º tri, queda anual de 14,6%Confira os resultados e indicadores da Alupar e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A Receita Anual Permitida (RAP) estimada destes projetos é de R$ 1,3 bilhão e será incorporada quando estiverem operacionais. “A gente continua com o apetite e olhando todos os leilões sempre considerando a taxa de retorno que entendemos adequada para participar”, afirmou o executivo. Entre as oportunidades em estudo, está o primeiro leilão de baterias no país, no qual a companhia está entre as que cadastrou projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para viabilizar uma eventual participação. Entre os projetos da carteira, a aquisição mais recente se deu no certame de julho e prevê a implantação de uma nova subestação e de 17,4 quilômetros de linhas de transmissão subterrâneas na capital paulista, cuja RAP associada é de R$ 96,7 milhões. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimou aportes de R$ 1,1 bilhão, mas a companhia estima economizar 30% deste montante. No trimestre, a empresa reportou ainda avanço no licenciamento de um projeto no Brasil, e de dois no Peru, viabilizando o avanço das obras. Também no Peru, a empresa registrou 79% de avanço físico da concessão TCN, que tem entrada em operação prevista para este ano. “Este será o primeiro dos nossos projetos de transmissão a operar no país”, completou o executivo. Apesar do volume de projetos demandando investimentos, Coimbra afirma que a empresa se preparou para este momento considerando o caixa da holding, as captações via debêntures incentivadas e ações (equity), não prevendo, neste momento, iniciativas neste último segmento para fazer frente a esses aportes.