Mercado reagiu mal à notícia; ação da Helbor abriu em queda de 10% e a da HBR caía 8%, com volumes de negociação já superiores aos de sexta-feira Projeção de empreendimento da Helbor — Foto: Reprodução/Facebook/Helborempreendimentos A proposta feita pela HBR Realty, na sexta-feira (3), de adquirir 100% das ações da Helbor, por meio de troca de ações, tem potencial para trazer uma economia de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões ao ano em despesas operacionais, de acordo com o CEO da HBR, Alexandre Nakano. Ele participou de teleconferência com analistas e investidores, na manhã desta segunda-feira (6). Confira os resultados e indicadores da HBR Realty, Helbor e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O mercado reagiu mal à notícia. A ação da Helbor abriu em queda de 10% e a da HBR caía 8%, com volumes de negociação já superiores aos de sexta-feira. Como a Helbor deixaria de ser uma empresa listada e passaria a ser uma subsidiária da HBR, haveria redução de gastos com conselhos de administração e fiscal, além de outras estruturas corporativas. Em 2025, as despesas gerais e administrativas das duas companhias somaram R$ 154,7 milhões. O potencial de economia criado diretamente pela junção, portanto, chegaria a 13% desse total. Nakano afirmou que outros ganhos são previstos, porque a empresa resultante do processo seria “mais ágil” nas tomadas de decisão, conseguiria ter um aproveitamento melhor dos terrenos que a Helbor já tem em seu banco e ficaria com papéis mais líquidos no mercado. “Hoje, nos preocupa muito a questão de partes relacionadas”, afirmou o CEO, sobre os negócios entre as empresas que envolvem terrenos da Helbor e obras da HBR. Segundo ele, isso seria simplificado com a operação. As duas empresas pertencem ao mesmo controlador, a família Borenstein, e suas sedes administrativas dividem um mesmo andar na Faria Lima. A Helbor é listada desde 2007 e a HBR desde 2021. “Hoje, as duas companhias estão subavaliadas no mercado, tem grande potencial de destravamento”, afirmou Nakano. Ainda de acordo com ele, o mercado vê a HBR como uma empresa patrimonialista (que mantém os ativos sob sua gestão), do que ele discorda. Ele defendeu que ambas são desenvolvedoras imobiliárias, tendo a Helbor, que opera no mercado residencial, um ciclo mais curto de 3 a 4 anos, enquanto a HBR, voltada a ativos comerciais, teria ciclo maior, de 5 a 10 anos, que inclui a locação e a maturação desse aluguel antes da venda das propriedades. “Acreditamos que o DNA e o propósito das companhias é o mesmo, mas para clientes diferentes”, afirmou. A expectativa da gestão da HBR é que o processo de compra das ações da Helbor leve em torno de três meses. Dois terços dos minoritários da Helbor precisam aprovar o movimento.