Ex-governador mineiro também relembrou eleição como 'outsider' para o comando do estado em 2018 e sugeriu mudanças nos critérios de indicação para o STF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema em sabatina da Globonews — Foto: Divulgação O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema defendeu uma "mudança profunda no Judiciário" e afirmou que o país vive um "regime de exceção". A declaração foi proferida pelo presidenciável durante a sabatina para a Globonews. Na ocasião, ele também voltou a defender a sua gestão no estado e justificou o baixo desempenho nas pesquisas. — Eleito presidente, eu quero uma reforma profunda no Judiciário. Quero trabalhar com o Congresso. Nós tivemos o primeiro vento da próxima tempestade adiante, que foi a não-indicação do Messias há quatro meses — disse. — O que nós temos vivido hoje, o brasileiro sabe muito bem, é um tapa na cara diariamente. Nós que ralamos, que trabalhamos cedo, não conseguimos pagar as nossas contas e quem está lá em Brasília fica conseguindo contrato aí de milhões por causa de um cargo. O ex-mandatário também afirmou que o país vive "um regime de exceção" ao criticar a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por um vídeo publicado com críticas ao ministro Gilmar Mendes, do STF. No conteúdo, Zema ironizou o magistrado ao representá-lo como um fantoche que pedia "uma diária no resort Tayayá" em troca da anulação dos pedidos de quebra de sigilo de familiares do ministro Dias Toffoli. Na ocasião, Zema também afirmou que defende a mudança dos critérios de indicação para o STF e sugeriu a criação de uma lista tríplice. — Me comprometo aqui. Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis. Gostaria muito que nós já fizéssemos essa mudança, que a OAB colaborasse, o Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal e o Senado na elaboração dessa lista tríplice — afirmou. Desempenho contra adversários Questionado sobre o desempenho pouco competitivo nas pesquisas de intenção de voto presidencial, pontuando 2% inclusive em Minas, Zema relembrou de sua eleição como "outisder" pela primeira vez para o comando do estado, em 2018. — Se dependesse de pesquisa, eu nunca teria sido eleito governador em 2018. Até o último dia antes da eleição, eu estava lá atrás. E na última hora, na hora que o mineiro foi ver em quem votar, ele viu que tinha um cara lá que tinha ralado a vida inteira desde criança, que era diferente do sistema e que merecia um voto de confiança — disse Zema. O ex-mandatário também disse que "não volta atrás" das críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e minimizou as críticas recebidas dentro de alas do Novo próximas ao bolsonarismo. — Tudo o que eu disse, eu confirmo, não mudo nada daquilo que eu disse. Foi um momento de muita indignação para mim. O partido Novo, que é o meu partido, fez aliança com o PL nos estados do Sul e foi dito a nós que não havia nada referente ao Banco Master. Então, me expressei daquela maneira, diz o presidenciável — afirmou. O ex-governador também defendeu a escolha de Girão como seu vice, anunciada na última terça-feira. A escolha pelo parlamentar, antes cotado para concorrer ao Senado pelo Ceará, se deu em meio à dificuldade da campanha de conseguir outras siglas para a composição. Antes, Zema também havia considerado o empresário Geraldo Rufino (Podemos), lançado para o Senado por São Paulo, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC). As tratativas, no entanto, não avançaram e o Novo passou a buscar por uma solução interna a poucos dias do término do prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a deliberação sobre as chapas. Privatização de estatais Durante a entrevista, Zema também afirmou que terá como bandeira de campanha a realização de "quatro choques" no país, que passam pela privatização de estatais como a Petrobrás. — Primeiro quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Nós privatizamos 118 empresas, vamos fazer uma reforma administrativa. Vamos fazer uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais, diz o presidenciável — afirmou. (Matéria em atualização)
Zema defende 'mudança profunda' no Judiciário e diz que país vive 'estado de exceção'
Ex-governador mineiro também relembrou eleição como 'outsider' para o comando do estado em 2018 e sugeriu mudanças nos critérios de indicação para o STF








