Em entrevista à GloboNews, candidato do Novo diz que, se eleito, vai estimular uso de inteligência artificial para reduzir número de juízes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-governador Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência — Foto: Globo/João Cotta O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira (6) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam indicados a partir de uma lista tríplice e disse que, se eleito, buscará um entendimento com outros Poderes para implementar a medida. Durante sabatina promovida pela GloboNews e pelo portal g1, o ex-governador de Minas Gerais se comprometeu com a mudança e criticou, sem mencioná-lo diretamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, pelas últimas escolhas para a Corte. "Por que o presidente [da República] tem tanta liberdade para indicar o advogado dele, o advogado do PT, o ministro dele? Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis", disse Zema. Segundo ele, as indicações serão feitas a partir de uma colaboração institucional, envolvendo órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Senado "Temos que elaborar a regra, mas quero tirar do presidente esse poder de até nomear um irmão, o que acho que é um absurdo", declarou o candidato, que tem como uma de suas bandeiras "combater os intocáveis do Supremo". Ele negou que a proposta possa levá-lo a iniciar um eventual mandato já com uma crise institucional. Zema considerou que pedidos de impeachment de ministros do Supremo não costumam andar por responsabilidade do presidente do Senado, que, segundo ele, atua muitas vezes como "engavetador" dos processos. "Estou confiante em mudanças tanto no Senado quanto na Presidência [para alterar isso]", disse. O presidenciável disse que há um clima "de indignação gigante com esses intocáveis lá de Brasília" e que, se chegar ao Palácio do Planalto, quer contribuir para uma mudança do Judiciário. Isso será feito "a quatro mãos", com diálogo com outros Poderes, segundo Zema. "Vou ser eleito sem o rabo preso. Não tenho filho sendo investigado, não tenho ninguém do meu partido sendo investigado", afirmou o ex-governador, que voltou a se referir ao ministro do STF Gilmar Mendes como "intocável", dizendo que ele "se sentiu caluniado" com uma crítica de sua campanha. O ministro move um processo contra Zema por calúnia. "Estamos, aqui no Brasil, parece que num regime de exceção, porque você não pode fazer sátira", disse Zema. Ainda sobre o Judiciário, ele disse que pretende, se eleito, estimular o uso de inteligência artificial para aumentar a produtividade e, com o passar do tempo, reduzir o número de juízes, em linha com sua proposta de enxugamento de gastos do Estado.