Ex-secretário rompeu com o grupo do atual governo ao lançar candidatura contra Mateus Simões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e seu candidato ao Senado em 2026, Marcelo Aro — Foto: Governo de Minas O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) elevou o tom nesta quinta-feira contra seu ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP), que passou a ser o principal nome da direita mineira para disputar o Palácio Tiradentes após a saída de Cleitinho Azevedo (Republicanos) da corrida eleitoral. Em vídeo, Zema classificou a movimentação de Aro como uma “traição” e afirmou que as articulações conduzidas em Brasília representam um retorno da “velha política” ao estado. — Essa traição do Aro é um dos problemas da política brasileira. As pessoas só pensam nos seus próprios interesses, sem pensar nos outros. O que o Aro andou fazendo em Brasília vai acabar abrindo a porta para os políticos vendidos voltarem a destruir Minas — afirmou. Sem citar diretamente as negociações entre PP, Republicanos, PL e a federação União Progressista, Zema criticou os acordos construídos nos bastidores para viabilizar a candidatura de seu ex-auxiliar e disse que esse tipo de articulação contraria o projeto político iniciado durante seus mandatos. — Para o Estado continuar prosperando, a gente não pode dar chance para essas aves de rapina que ficam só sobrevoando e esperando a oportunidade de atacar. Ninguém gosta de traição e isso definitivamente não faz parte do projeto que nós construímos, não faz parte da cultura familiar mineira. Esses acordos pelas costas são a mesma velha política que quebrou Minas e que a gente, com muito custo, trabalho duro, conseguiu reconstruir. As declarações representam uma mudança de postura de Zema. Até os últimos dias, interlocutores afirmavam que o ex-governador evitava arbitrar publicamente o conflito entre seu sucessor, o governador Mateus Simões (PSD), e Marcelo Aro. Aliados chegaram a sugerir que ele promovesse uma reunião reservada para tentar pacificar os dois, mas Zema decidiu não assumir esse papel por avaliar que qualquer intervenção poderia ser interpretada como um endosso a um dos lados e aprofundar a crise. O cenário mudou com o avanço das articulações para transformar Aro no candidato ao governo apoiado pelo PL, pelo Republicanos e pela federação União Progressista. Ex-secretário da Casa Civil de Zema, Aro vinha sendo preparado para disputar o Senado na chapa de Mateus Simões, mas perdeu espaço após o PSD acomodar o senador Carlos Viana na disputa pela reeleição. Paralelamente, a indefinição de Cleitinho sobre concorrer ao governo levou dirigentes do PL e do Republicanos a buscar uma alternativa capaz de unificar o campo da direita em Minas, movimento que colocou Aro no centro das negociações. A possível candidatura do ex-secretário tem potencial para alterar profundamente o cenário eleitoral no estado. Caso a aliança seja consolidada, Mateus Simões disputará a reeleição sustentado pelo PSD e pelo Novo, enquanto PL, Republicanos, PP e a federação União Progressista tendem a migrar para o palanque adversário. Nos bastidores, aliados do governador classificam esse como o pior cenário para sua campanha, diante da força eleitoral dos partidos em Minas Gerais.
Zema acusa Aro de traição e critica 'acordos pelas costas' após articulação para disputar o governo de Minas
Ex-secretário rompeu com o grupo do atual governo ao lançar candidatura contra Mateus Simões









