Mateus Simões minimiza articulação do PL para atrair Marcelo Aro e o mantém como candidato ao Senado da sua chapa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-secretaário Marcelo Aro (PP) e governador Mateus Simões (PSD) — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 09:59 Marcelo Aro não deve romper com grupo de Zema e Simões em MG O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, descartou a possibilidade de Marcelo Aro romper com seu grupo político, liderado juntamente com Romeu Zema, para se candidatar ao governo do estado com apoio do PL e Republicanos. Simões reafirmou Aro como candidato ao Senado em sua chapa. Apesar das articulações nos bastidores, Simões mantém confiança na continuidade da aliança, destacando a lealdade política construída ao longo dos anos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta terça-feira que não acredita que o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) deixará o grupo político liderado por ele e pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) para disputar o Palácio Tiradentes com apoio do PL e do Republicanos. Em entrevista ao GLOBO, Simões reagiu às articulações que vêm sendo conduzidas nos bastidores para transformar Aro no principal nome da direita ao governo mineiro, movimento impulsionado pela resistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em entrar na disputa e pela avaliação do PL de que dificilmente conseguirá viabilizar uma candidatura própria competitiva. — Converso com Marcelo Aro três vezes por semana e o secretário Castellar Neto, que o sucedeu na Segov, é do meu trato diário e contínuo. Não acredito que eles se afastariam do governo num momento desses depois de uma construção de mais de quatro anos de trabalho conjunto. Em seguida, Simões reiterou que Aro tem espaço em sua chapa para concorrer ao Senado: — Ele (Marcelo Aro) é um dos meus candidatos ao Senado e não acredito que a federação romperia um acordo político feito comigo e com o ex-governador Zema por mera conveniência eleitoral de momento. A minha palavra não faz curva, como dizia meu avô. Prefiro sempre acreditar que quem trata comigo também age assim. A declaração ocorre no mesmo dia em que a pesquisa Genial/Quaest reforçou o cenário de indefinição da direita em Minas Gerais. O levantamento mostrou que o senador Cleitinho permanece na liderança em todos os cenários testados para o governo do estado, com 35% das intenções de voto no primeiro turno e vantagem confortável em todas as simulações de segundo turno. Ao mesmo tempo, porém, dirigentes do Republicanos seguem convencidos de que o senador não será candidato, apesar de nunca ter anunciado oficialmente sua desistência. Como mostrou o GLOBO, a avaliação predominante na direção do Republicanos é que Cleitinho deve abrir mão da disputa pelo governo e apoiar uma candidatura de Marcelo Aro. A ausência do senador na convenção estadual do partido, realizada no último sábado, uma semana após a morte de seu irmão mais novo, reforçou entre aliados a percepção de que esse é hoje o cenário mais provável. A repercussão da pesquisa também provocou uma mudança de leitura dentro do PL. Até poucas semanas atrás, Flávio Bolsonaro defendia que o partido lançasse um candidato próprio ao governo de Minas, caso Cleitinho desistisse. Interlocutores do presidenciável afirmam, porém, que a combinação entre a resistência do senador do Republicanos em disputar o cargo e o desempenho de Flávio Roscoe na Quaest praticamente encerrou essa possibilidade. Cotado nos últimos meses como alternativa do PL para a sucessão estadual, o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) apareceu com apenas 2% das intenções de voto no cenário mais amplo e chegou a 4% na simulação sem Cleitinho. Nos bastidores da campanha, o resultado foi interpretado como a cristalização de um diagnóstico que já vinha ganhando força: a candidatura própria deixou de ser o caminho mais competitivo para garantir um palanque forte a Flávio Bolsonaro no estado. Nesse contexto, Marcelo Aro passou a ocupar o centro das negociações. Ex-secretário da Casa Civil de Romeu Zema e atualmente filiado ao PP, ele vinha sendo preparado para disputar o Senado na chapa de reeleição de Mateus Simões. Nos bastidores, no entanto, aliados passaram a defender sua migração para a disputa pelo governo, sobretudo após a resistência do ex-secretário em dividir uma chapa ao Senado com o senador Carlos Viana (PSD), que tentará a reeleição. A disputa pelo Senado também se tornou mais congestionada com a presença de nomes como Marília Campos (PT), líder na Quaest, Aécio Neves (PSDB) e Domingos Sávio (PL). Aro tem 10% das intenções de voto e está numericamente em quarto lugar.