Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você
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A questão do descontrole das contas públicas no Brasil, que levou o endividamento do governo a um patamar acima de 80% do PIB, é um problema fundamental que precisará ser enfrentado por quem quer que assuma a presidência em 2027. Mas, para Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional, e Alexandre Schwartsman, consultor da Pinnotti & Schwartsman Associados e ex-diretor do Banco Central, apesar da importância do tema, ele deve aparecer muito pouco (ou nada) na campanha eleitoral - o que é muito preocupante. Os economistas participaram do primeiro debate da série do Estadão “Brasil 2027: Caminhos para o País” (veja a íntegra do debate no vídeo acima).
“O cenário é muito preocupante”, disse Vescovi. “Se nós não resolvermos, ou endereçarmos esse problema, estaremos convivendo com uma deterioração crescente. É difícil falar de uma crise iminente, dependeria de eventos que não temos a capacidade de prever. Mas essa é uma dívida que cresce de forma persistente, continuará crescendo e que está elevando muito o custo de capital no Brasil.”
“Essa trajetória de dívida que nós temos é insustentável”, afirmou Schwartsman. “E os números (dívida de 81,9% do PIB) ainda são apresentados em um conceito muito particular brasileiro. Se a gente coloca uma contabilidade mais similar à usada no resto do mundo, em linha com o que o FMI faz, nós já estamos na casa dos 90 e pouco por cento, já estamos batendo os recordes da pandemia. Isso era compreensível na pandemia, mas hoje é injustificável.”








