0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sala de aula em escola municipal do Rio de Janeiro: cidade teve ganho de 15% na avaliação dos anos iniciais de ensino de 2021 para cá — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio Uma das boas notícias trazidas pela divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), nesta quarta-feira, é que os melhores resultados não dependem do tamanho da economia de cada região. No índice de aprendizagem nas capitais, Curitiba aparece em primeiro lugar no ranking, mas é seguida por Teresina e Rio Branco, mostrando que uma boa gestão da educação pode produzir resultados em contextos econômicos bastante distintos. Isso também aparece na comparação entre os estados. As avaliações sistemáticas foram introduzidas no governo Fernando Henrique Cardoso. O atual Ideb teve a metodologia revista em 2005, quando Fernando Haddad era ministro da Educação. Nesses 20 anos, se tornou um dos mais importantes instrumentos de avaliação da qualidade do ensino no país. Seu maior mérito é permitir o acompanhamento periódico da aprendizagem dos estudantes, oferecendo aos gestores públicos uma base consistente para avaliar políticas e identificar experiências bem-sucedidas, assim como necessidade de ajuste na rota. Veja os resultados do Ideb — Foto: Arte O Globo Os resultados de 2025 trazem uma boa notícia: nestes 20 anos, houve melhora em todos os níveis. Nos anos iniciais do ensino fundamental teve uma alta forte, o Brasil saiu de 3,6 para 6,3. Nos dados divulgados agora, de 2025, o Brasil superou a meta nos anos iniciais. Infelizmente nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio o desempenho continua abaixo das metas. O Paraná lidera o desempenho em todas as etapas do ensino, mas também há experiências exitosas em estados como Goiás, Espírito Santo, Pernambuco, Acre, Piauí. São bons exemplos em diferentes regiões do país que podem — e deveriam — ser replicados. Uma das más notícia continua sendo o desempenho do Estado do Rio de Janeiro, que permanece entre os piores colocados do país. O estado tem a penúltima posição no ensino médio e a antepenúltima nos anos finais do ensino fundamental. Já a cidade do Rio de Janeiro melhorou 15% nos anos iniciais do ensino 2021 a 2025 e se mantém entre as dez primeiras colocadas do ranking. A comparação entre capital e estado deixa evidente que o problema não é falta de recursos ou uma característica regional, mas de gestão pública.