De 2023 a 2025, as escolas de ensino médio em tempo integral melhoraram o seu desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), principal termômetro da educação brasileira, revertendo a queda constatada entre 2019 e 2023.

O avanço dessas escolas, consideradas o melhor recurso disponível para aprimorar a qualidade da educação e o aprendizado dos alunos, ocorreu, contudo, de forma mais lenta do que a melhora geral de desempenho do ensino médio –em particular, das escolas de tempo parcial, que avançaram a taxas crescentes pelos dois períodos.

Entenda o Ideb, que mede a qualidade da educação no Brasil

Como resultado, a vantagem das instituições que oferecem pelo menos 35 horas semanais de atividades escolares sobre as demais voltou a cair no último biênio, assim como havia acontecido no quadriênio anterior.

Segundo cálculos de Ricardo Paes de Barros e Laura Müller Machado, do Insper, as escolas propedêuticas (ou seja, não técnicas, que se dedicam à formação geral básica dos alunos) com pelo menos 10% das matrículas dedicadas ao ensino em tempo integral viram a sua nota do Ideb cair de 4,61, em 2019, para 4,44, em 2023. A nota voltou a subir, entre 2023 e 2025, para os 4,61 pontos do início da série.