Rio Innovation Week: conheça o estande do Estadão no evento Crédito: Imagem e som: Leo Souza/Edição: Larissa KinoshitaGerando resumoA tecnologia não é mais um entrave para a inovação na era da inteligência artificial (IA) nas empresas brasileiras, mas sim a preparação para que isso aconteça. Segundo especialistas na Rio Innovation Week, conferência de inovação que o Pier Mauá recebe nesta semana, a limitação na adoção de IA agora está mais ligada ao processamento de dados pré-existentes, à governança a informação e ao envolvimento das lideranças em projetos que podem levar a uma transformação lucrativa dos negócios.Para Thiago Iglesias, head de Inovação da Evertec/Torq, os principais desafios para captar valor com inovação aberta nas empresas são estratégicos. “Em IA e dados, nossa maior preocupação é em relação à segurança cibernética. Envolvemos terceiros que atuam com os dados, precisamos entender como eles vão lidar com essas informações e isso pode até inviabilizar projetos”, afirma.Painel na RIW 2026 discute IA nas empresas e inovação aberta Foto: Lucas Agrela/EstadãoPUBLICIDADEComo a Evertec é uma empresa de tecnologia para o setor financeiro, Iglesias conta que existe um cuidado adicional com os dados dos clientes. “O que entregamos para o nosso cliente é desenvolvido dentro de casa. As vendas menos críticas são feitas via parceiros”, afirma.Ele conta ainda que um dos desafios que as empresas podem encontrar na era da IA ao levar negócios a outros países é a necessidade de operar com um parceiro local, dada a preocupação de todas as companhias com a questão da segurança e da soberania nacional em IA.Flávio Loução, sócio de IA e dados na Deloitte, conta que a empresa fez um levantamento com mais de 3 mil executivos em mais de 20 países e os resultados mostraram que a governança de dados, os sistemas corporativos e o letramento das pessoas em IA são gargalos mais importantes do que a tecnologia em si para as empresas inovarem. “A inovação deixa de ser vitrine e passa a ser o mecanismo da entrega”, diz.Segundo ele, o estudo apontou que 42% das empresas brasileiras dizem estar usando IA, ante 34% da média global. Porém, no quesito extrair valor da IA para os negócios, a média brasileira ficou em 23% ante 27% da global. “Nosso apetite é maior do que a nossa preparação”, diz Loução.PublicidadeLeia também‘Estamos a apenas 2 anos de distância de um salto muito importante no avanço da IA’, diz LevyDeborah Secco: ‘No mundo dos negócios, temos de ser amados, mas também temidos’Malala: IA não é inclusiva para mulheres e comunidades sub-representadas, mas traz oportunidadesLoução contou ainda que a Deloitte prepara uma unidade de pesquisa de IA no Brasil. “Teremos o primeiro centro da Nvidia na América Latina, junto com Deloitte, com inauguração prevista para setembro”, afirma.Com mediação de Karine Mansour, CEO da Mansour Consultoria, o painel também contou com a participação de Marcelo Alves da Silva, diretor do Ministério das Comunicações, que contou que o governo federal atua com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para avaliar e investir em projetos de inovação da iniciativa privada. Ele também ressaltou que o governo trabalha para reduzir a burocracia nas empresas a fim de fomentar a inovação
Falta preparação, e não tecnologia, para empresas brasileiras inovarem com IA
Tema foi debatido por especialistas da Evertec, da Deloitte e do Ministério das Comunicações no evento Rio Innovation Week









