A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) diz que a acusação de que seu vice, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), teria cometido estupro de vulnerável é leviana e tenta tirar o foco das suspeitas que pesam contra Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente.

Em nota, a campanha acusou os autores da denúncia, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), de terem lançado uma acusação mentirosa para tumultuar o encerramento da CPMI do INSS, que tinha Gaspar como relator.

"O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke lançaram uma acusação mentirosa e de extrema gravidade contra o deputado Alfredo Gaspar sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima", diz a nota.

Como mostrou o Painel, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal que seja aberta investigação contra Gaspar sobre a denúncia. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, ainda não decidiu sobre a demanda do órgão.

Segundo a campanha, "a acusação foi jogada ao ar com o intuito único de tumultuar o momento em que o relatório da Comissão da CPMI do INSS apontava o indiciamento e o pedido de prisão de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e de outros integrantes do governo Lula, em uma tentativa deliberada de tirar o foco das graves conclusões de descontos criminosos de aposentados".