Certame teve mais de 6 mil projetos cadastrados junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Pimentel Slaviero, presidente da Copel — Foto: Guilherme Pupo/Valor O presidente da Copel, Danial Slaviero, afirmou, nesta quarta-feira (5), que a companhia não vê, neste momento, vantagem competitiva em participar do leilão de baterias marcado pelo governo federal para dezembro deste ano. O certame teve mais de 6 mil projetos cadastrados junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME). Confira os resultados e indicadores da Copel e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “A gente está prevendo uma competição muito acirrada e tudo indica que o retorno sobre o capital investido estará abaixo das nossas expectativas. Não é uma decisão final ainda, mas a tendência é não participar desse leilão”, disse ao Valor. Ainda na frente de armazenamento de energia elétrica, que tem ganhado força diante do avanço das fontes intermitentes de eletricidade, o executivo disse que a empresa tem focado suas atenções nas chamadas “usinas reversíveis”, que funcionam com dois reservatórios em alturas diferentes, viabilizando que a água seja bombeada de um para outro, o que traz flexibilidade para a operação. “A bateria é mais rápida e tem uma duração menor e as usinas reversíveis têm uma duração mais longa. Elas têm funções complementares no papel do armazenamento, mas a gente acredita muito mais nas reversíveis, porque estamos enxergando retornos que tendem a ser muito baixos, mais baixos, inclusive, que os leilões de transmissão”, completou. O executivo destacou ainda o momento da companhia, que adicionou R$ 5 bilhões em investimentos a seu planejamento em virtude dos projetos vencidos no leilão de reserva de capacidade de março. Em evento para investidores realizado ano passado, a empresa já havia citado um plano de aportes de R$ 17,8 bilhões até 2030. De acordo com Slaviero, será o maior ciclo de investimentos da história da companhia. Na frente de alocação de capital, ele citou como exemplo o anúncio da venda dos 23% de participação da companhia à Gerdau, conforme anunciado em julho. Segundo o executivo, a operação está relacionada à “tese de simplificação de portfólio, que visa estar focado em grandes ativos em que tenha controle ou tem a 100%”. A conclusão da transação se deu somente em julho, de modo que o negócio ainda não afetou o resultado financeiro do segundo trimestre.