O primeiro leilão para contratação de baterias para o setor elétrico brasileiro terá uma disputa separada para sistemas com conteúdo nacional e priorizará projetos localizados em estados do Nordeste e em Minas Gerais, conforme documentos divulgados pelo governo federal nesta quarta-feira (3).

Prometido desde 2024, o certame já mobilizou uma série de grandes investidores, de empresas de energia a fabricantes chinesas de baterias, e ajudará a ampliar o leque de recursos de segurança energética do Brasil em meio ao forte crescimento das fontes renováveis solar e eólica nos últimos anos, cuja geração variável desafia a operação do sistema elétrico.O leilão inédito ocorrerá em duas datas no mês de dezembro. A primeira concorrência, no dia 2 de dezembro, será destinada a projetos que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios do Sistema CFI do BNDES, atendendo a um pleito feito ao governo por grandes fabricantes nacionais, como WEG, Moura e UCB.

Já a segunda data, em 4 de dezembro, será aberta a todos os projetos, sem a exigência de nacionalização.

Serão negociados nos certames contratos de disponibilidade de potência das baterias, com prazo de suprimento de 15 anos e início em 1º de agosto de 2028. Os projetos serão remunerados por uma receita fixa anual reajustada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), paga em 12 parcelas mensais.A disputa terá ainda uma bonificação de localização, isto é, terão vantagem na concorrência os projetos que estejam localizados conforme metodologia definida pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).