Mais da metade das representações diplomáticas dos Estados Unidos no exterior está atualmente sem embaixador, segundo levantamento da Associação Americana do Serviço Exterior. Dos 195 postos monitorados pela entidade, 107 estão vagos, o equivalente a 54,9% do total.
A organização representa os funcionários do serviço exterior americano e mantém um balanço atualizado até 3 de agosto. Dos postos vagos, 35 já têm nomes indicados, mas aguardam a conclusão do processo de credenciamento. O Brasil é um dos países incluídos nessa lacuna diplomática.
Em junho de 2026, Trump indicou o advogado e deputado republicano Daniel Perez para ocupar a vaga — mas o nome continua sem o aval formal do governo brasileiro e sem a confirmação do Senado americano.
A situação desencadeou uma nova crise diplomática entre Brasília e Washington. Em retaliação à falta de resposta, o Departamento de Estado americano anunciou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A África concentra o maior número de postos vagos. No continente, das 51 representações diplomáticas, 39 não têm um embaixador americano, o equivalente a 76,5% do total. Na América Latina e no Caribe, o índice chega a 60,7%, com 17 vagas em aberto entre as 28 representações monitoradas na região.















