O Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja, nas próximas semanas, reduzir de 50 para 20 o número de embaixadas e consulados americanos na África autorizados a processar pedidos de visto de estrangeiros que desejam viajar para o país americano, segundo reportagem da Associated Press (AP) desta segunda-feira (1°). A informação foi repassada à agência de notícias por três autoridades americanas. Um memorando interno do Departamento também foi obtido pela AP. De acordo com a reportagem não há uma data específica para a mudança até o momento, mas ela é esperada para junho. Conforme o documento a que a AP teve acesso, os 20 centros que continuarão oferecendo processamento completo de vistos serão os de: Abidjan; Accra; Addis Abeba; Cidade do Cabo; Dacar; Dar es Salaam; Djibuti; Joanesburgo; Campala; Kigali; Kinshasa; Lagos; Lomé; Luanda; Malabo; Monróvia; Nairóbi; Port Louis; Praia e Yaoundé. A redução dos serviços de visto na África faz parte da ofensiva do governo do presidente Donald Trump para restringir a imigração e endurecer o controle sobre estrangeiros que permanecem nos EUA além do prazo autorizado. Ainda com base na AP, a informação de que os EUA reduziram seus serviços de emissão de vistos nos países do continente africano foi divulgada a diplomatas americanos e chefes de seções consulares na última sexta-feira. Conforme as fontes e o memorando mencionados pela agência, uma diretriz aprovada na semana passada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, prevê que as operações consulares dos Estados Unidos só serão continuadas em 20 centros regionais (“hubs”). Os postos diplomáticos afetados continuarão operando, mas apenas para serviços consulares básicos, emergências e demandas consideradas estratégicas por Washington.