Candidata ao Senado por São Paulo, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) defendeu nesta quarta-feira (5) a investigação do ex-chefe de gabinete de Lula (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, após virem à tona informações sobre um empréstimo com empresária investigada pela Polícia Federal.
"O que vale para Chico vale para Francisco. (...) Qualquer suspeita precisa ser investigada", afirmou Tebet em entrevista à Folha por telefone. "Vai fazer sua defesa, mas o que não pode é ter qualquer tipo de suspeição no entorno do presidente."
Como mostrou a Folha, Marcola pediu para deixar a campanha do presidente sob pressão de revelações de pagamento de despesas suas pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista e alvo de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de tráfico de influência.
Tebet afirmou que todo cargo público traz consigo uma responsabilidade e defendeu tanto o afastamento quanto a investigação, com "transparência, ampla defesa e contraditório". "Sem pré-julgamentos", disse ela, "mas que se investigue, que ele faça sua defesa. Acredito que tem seus argumentos e que vá fazer os esclarecimentos devidos".
A ex-ministra comentou os problemas no sistema de trens paulista e defendeu a abertura de procedimento pelo Ministério Público sobre a concessão de linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).














