O presidente Lula (PT) virou alvo de seus principais adversários após a revelação de que um de seus assessores mais próximos recebeu recursos de uma empresária amiga de seu filho e investigada pela Polícia Federal, mas decidiu por enquanto mantê-lo na equipe de campanha, apesar do desgaste eleitoral.

Ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, afirmou ter obtido e depois quitado um empréstimo de R$ 249 mil com Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Lula disse a aliados que soube do caso há menos de duas semanas, depois de o assessor ter sido destacado para a equipe petista na eleição, e que está triste. Mas, segundo integrantes do núcleo da campanha, o presidente não deve tirá-lo do time —exceto se Marcola quiser.

A informação sobre pagamentos de Roberta ao assessor foi revelada pelo site Poder360. Marcola disse em nota nesta terça (4) que seus sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça.

"Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil –uma movimentação de natureza estritamente privada", declarou.