Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, passou a ser alvo da Polícia Federal em dois dos três inquéritos que apuram o envolvimento do filho do presidente no escândalo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola — Foto: Reprodução / Redes Sociais O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já discute tirar o ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da campanha à reeleição ao Palácio do Planalto. Ele passou a ser alvo da Polícia Federal (PF), nesta semana, em dois dos três inquéritos que apuram os negócios entre Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula, e Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Marcola confirmou, nesta terça-feira, ter recebido um empréstimo de R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, que atuava em Brasília junto com o Careca. Até agora, ele não apresentou contratos comprovando o empréstimo — até porque, de acordo com fontes a par dos bastidores dessa crise, esse documento não existe. Justamente por essa falta de explicações convincentes, integrantes da cúpula da campanha petista avaliam afastar Marcola. Transferido do Gabinete Pessoal da Presidência da República no final de julho, Marcola é responsável pela agenda do presidente, função sensível demais para ser contaminada por suspeitas de corrupção. Segundo aliados de Lula disseram à equipe da coluna, o próprio deslocamento do assessor, no dia 21 de julho, foi uma forma de afastar o potencial escândalo do Palácio do Planalto. A essa altura, o relatório da Polícia Federal pedindo a abertura de três inquéritos contra Fábio Luís, o Lulinha, já tinha sido encaminhado ao STF. Marcola tem dito a interlocutores que foi nesse momento que Lula soube dos repasses. Como mostrou a coluna, o inquérito aberto com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem o objetivo de investigar suspeitas relativas a um assessor do gabinete presidencial e um servidor do Ministério da Saúde em possíveis ilícitos cometidos pelo primogênito de Lula para a comercialização de cannabis medicinal. Marcola é esse assessor presidencial, segundo fontes a par do caso confirmaram à equipe do blog. As investigações que apuram os repasses de Roberta Luchsinger ao assessor presidencial estão em outro inquérito, autorizado nesta terça-feira pelo ministro Flávio Dino. Quem é Marcola O assessor de Lula aparece em mensagens trocadas pelos alvos já investigados por envolvimento nas fraudes do INSS, no âmbito da Operação Sem Desconto. De janeiro de 2023 até 21 de julho, ele era o chefe de gabinete do presidente e administrava a agenda de Lula. Ele deixou o cargo para integrar a coordenação da campanha do petista à reeleição. Em nota divulgada no final da noite de segunda-feira e antecipada pelo colunista Lauro Jardim, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, que trabalhava com o Careca do INSS, e disse que já foi quitado.