Decisão de Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete do presidente, ocorre após receber dinheiro de empresária 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, anunciou que sairá da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, após ter sido revelada uma transferência feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista, e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do chefe do Executivo. Segundo fontes, o afastamento se deu por iniciativa do próprio ex-assessor para evitar maior tensão e fogo amigo. A decisão de Marcola ocorre em meio a uma pressão interna da campanha de que a manutenção do ex-assessor era insustentável para o presidente. Na avaliação de petistas, ciente da transferência, o ex-chefe de gabinete de Lula não deveria ter embarcado na equipe para evitar qualquer ruído ou desgaste na corrida à reeleição. Na visão de integrantes do Palácio do Planalto, o episódio gerou um constrangimento. Marcola foi assessor de Lula até 21 de julho, quando deixou o cargo para integrar a campanha à reeleição do presidente. Na segunda-feira (3), o site Poder360 revelou que Luchsinger fez transferências para Marcola. Ela é apontada como lobista e amiga de Lulinha, além de ser investigada em inquéritos sobre o esquema de fraude em descontos associativos de aposentados e pensionistas do INSS. Ela teria prestado serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Na terça-feira (4), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Os detalhes do procedimento ainda são desconhecidos, mas, segundo fontes a par do caso, a apuração tem como alvos principais o ex-chefe de gabinete e a empresária. A partir disso, Marcola preferiu se afastar para evitar maiores tensões internas. Segundo pessoas próximas, a campanha já calcula ataques vindos dos demais candidatos ao Palácio do Planalto, mas quer evitar críticas de dentro do mesmo partido. Roberta é citada nos inquéritos que investigam se Lulinha cometeu tráfico de influência em setores do governo. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. A defesa de Marcola negou haver irregularidades nos R$ 249 mil recebidos de Luchsinger, que, segundo o ex-assessor, tratou-se de um empréstimo pessoal e já foi quitado. "Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", declarou. Marco Aurelio Santana Ribeiro, o Marcola - Foto: Reprodução / Redes Sociais — Foto: Foto: Reprodução / Redes Sociais