Eleições 2026
Sob pressão, o ex-chefe de gabinete de Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe de campanha do presidente da República. A decisão, confirmada por CartaCapital com integrantes da equipe petista, ocorre após virem à tona informações sobre um empréstimo que o assessor teria contraído com a empresária Roberta Luchsinger.
A transferência financeira feita por Luchsinger, que foi alvo da Polícia Federal sob suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS, é alvo de investigação. A empresária também é amiga de Fábio Luís, um dos filhos do presidente. Na terça-feira, Marcola confirmou ter tomado o empréstimo de 249 mil reais com ela, em uma operação “de natureza estritamente privada”.
Ele também declarou que seus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. “Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça”, completou a nota divulgada pela sua defesa
Marcola havia deixado o cargo no Palácio do Planalto há duas semanas para atuar na coordenação da campanha petista. Sua atribuição era cuidar da agenda do presidente, em parceria com o ex-ministro Gilberto Carvalho, como ocorreu em 2022.










