Há poucas semanas, acompanhei minha mãe, de 71 anos, internada no CTI de um hospital da rede Unimed no Rio de Janeiro. Ela precisava de um procedimento e os dias passavam sem agendamento. Como pesquisadora de regulação em Saúde, fui procurar o gargalo onde a experiência indica: na operadora do plano.

Encontrei o contrário do que esperava. A operadora de origem, uma cooperativa do interior fluminense, seguia o rito, materiais em cotação, prazos em dia. Quem segurava o procedimento era o próprio hospital, que pertencia a uma cooperativa em colapso financeiro.

A experiência, que milhares de famílias fluminenses compartilham, ilustra duas falhas estruturais que a regulação ainda enxerga mal. A primeira diz respeito a como as operadoras crescem. A segunda, a quem responde quando elas quebram.

A Unimed Brasil foi procurada e optou por não se posicionar sobre o caso.

Fachada do Hospital Unimed, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - Divulgação